quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Remédio do povo

Um dia inventaram a chamada República
E disseram ao povo que eles seriam ouvidos através dos votos
E daí vai lá a galera com papelzinho
Na mão
Pra votar pra sei lá quem...
Que diz q vai realizar sei lá o que...
E nessa marmelada toda...
Os mais abastados donos do poder deitam e rolam...
Fazem caixa dois q colocam conta de laranja
E o povo nem Laranja vê...
Enquanto eles se esbaldam com o pobre dinheiro dos miseráveis
E vivem de fartura ganhando 30 x mais que o salário mínimo
A gente se finge de morto
Igual cachorros
E isso o q temos de volta é o q resta
E de migalhas vamos vivendo
E quando o povo se revolta... Se isso ainda acontece?
Vêm lá os remedinhos
Bolsa escola, bolsa família, PROUNI
Tudo isso para deixar todo mundo calminho...
Para tapar o buraco da desigualdade...
Nasce então o belo assistencialismo para minimizar o sofrimento
Mas se você trabalhou a vida toda...
E depende da Previdência Social vem de novo a indecência
Você prova tudo a maior papelada...
E velho caquético vai receber seus 80 (por cento) do que ganhava
Que não vai dar pra comprar os remédios
Daí vão dizer....
Vai no posto de saúde
Então você pega sua Mercedes com motorista
A três quadras de casa
Torce para o assento preferencial estar desocupado
E desce no bendito posto de saúde...
Você foi atendido
Mas q disse que lá tem seus remédios...
E assim o felizardo pega o buzão volta pra casa
E trata de morrer logo
E depois dizem q o sol nasce para todos...
Só se for na esplanada do ministério